Quando o dia
se veste de preto, enquanto a lua vem fechar os meus olhos, pouco antes do sono
me conduzir para longe destes delírios insossos e pra mais perto de você, eu
fico me questionando como devo lidar com essa loucura de viver você sem tê-la.
Quando você
começou a namorar aquele cara, senti uma pontada de ciúme descomunal, mas
pensei que isso logo ia passar. Se não o meu ciúme, quem sabe o seu namoro.
Algo ia passar. Nossa amizade não iria se abater por isso.
Mas não foi
assim. Começou a ficar mais sólido: tanto o meu ciúme, quanto o seu
relacionamento. As horas de espera se transformaram em dia, o dia em semana, a
semana em mês, e o mês em ano. E você não parecia que ia vir, e nem o meu ciúme
ir.
Por vezes,
pergunto-me quem é mais fiel: seria você ao seu amor, ou o meu ciúme a mim? Mas
eu não quero resposta. Quero você. Mas enquanto você fica por aí, nos braços de
outro homem, finjo que não me importo e sorrio. Tentando manter e ser o amigo
que sempre fui pra você.

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