A moça solitária


Será que ela sabe das tantas pessoas que perdem as noites só para sonhá-la em claro? Será que ela repara que a varanda de seu quarto é alvo de muitos olhares apaixonados? Será que ela vê, dali de sua janela, que todo homem que ali passa tenta desesperadamente ver o seu sorriso? Será que ela sabe que o rosto dela rouba o sono de toda a cidade? Será que ela percebe que todos se derretem ao vê-la passear de vestido? Será que ela também ama? Ou será que ela é apenas mais uma moça de coração partido?
Oh! Quanta paixão desperdiçada! Quanto amor jogado ao vento. Porque será que ela não escolhe logo um de nós e acaba com o tormento? É triste vê-la solitária, distante e em silêncio. Será que poderia eu um dia acompanhá-la? Ou será que sofrerei até o meu último alento? Diga-me, moça, poderíamos sair para um jantar? Sei que nem mesmo me conheces, mas irei me apresentar.
Juro-te, moça. Juro por toda força que faz meu coração pulsar. Fizestes de mim tão seu que todas as minhas células desejam te amar. Juro-te, moça, e juro-te ainda mais: se estás te isolando por medo, terás todo o tempo pra se acostumar, terás todo o tempo de que precisar. Juro-te, moça, e aposto minha própria alma nisso: se me deres uma, uma única chance! Amar-te-ei com todo o carinho, cuidado e romance. Não, moça. Não deixes que a vida te aprisione em solidão, mas sim em meus amorosos abraços. Pois se olhares para trás e veres passos solitários, saberás que é porque carrego-te em meus braços. Juro-te, moça, prometo-te que jamais a abandonarei. E onde quer que você esteja, lá também eu estarei.

0 comentários