Nosso desencontro

Pela saudade eu sou forçado a reclamar
Você do lado, aqui, depressa.
Mas fico mudo, amordaço, ao lembrar
Que tu não gostas de conversa.

Eu penso, às vezes, que eu sou um trovador
Mas não sei nada de Provença.
Arrisco, às vezes, te escrever sobre o amor
Mas isso não faz diferença.

Talvez um dia tu te ponhas a sonhar:
“Por onde anda aquele amante?
Será que ainda ele está a me amar?
Ou prefere estar distante?”

Se eu direi que estou aqui ou dou adeus...
Não sei, eu não entendo, eu não consigo achar resposta.
Só sei que o lento tempo está andando de carroça,
Prefiro entregar a Deus.

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