Carol, nunca entendi de poesia.
Mas eu preciso te dizer
Em versos simples e sem magia
O que eu sinto por você.
E se eu escolhi escrever
Ao invés de te falar
É pra você não se esquecer
Ou reler pra se lembrar.
O que eu sinto com você,
É ligeiramente diferente.
Não apenas um clichê
Ou um frenesi ardente
Também não falo de paixão
Ou de um sentimento vulgar
Pois o que sei sobre a paixão?
Dela o quão posso falar?
Estou falando de algo abasto
Que me purga o amor mais puro.
Falo deste abraço casto
Que me faz sentir seguro.
Falo também do teu sorriso
Que me faz ganhar o dia
Que me serve de abrigo
E me inspira a poesia.
Falo da tua voz alegre
E teu beijo estonteante
Que me faz sentir tão leve
Que me entrego por amante.
E falo da nossa amizade,
Que é a fonte destes sentimentos,
Que completa a minha metade
E me cura os ferimentos...
Mas o que quero registrar
Pra que você não entenda errado
É que só volto a caminhar
Se você estiver ao lado.
Sou só teu, Carol.
E não vou a nenhum lugar!
Sou o coral de um atol
Construído no teu mar.
Sei que amo viajar
E sei que vivo por aí...
Mas não vou a nenhum lugar
Enquanto eu te tiver aqui.
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