Dos dois lados da cidade


Ele matava o tempo
De um lado da cidade,
Do outro
Ela o matava de saudade.

Conheceram-se,
Trocaram sorriso
Ela insinuou simpatia
E ele ficou pensativo.

O nome dele ela esqueceu
O jeito dela o enlouqueceu
Ela saiu para dançar
E ele deitou-se a sonhar.

De um lado
Poesia, planos, canção
Do outro
Cigarros, vodca, limão...

Ele sonhava a certeza da reciprocidade
Ela se jogava nas baladas da cidade
Ele escreveu poemas que um dia a enviaria
Ela se deitava com qualquer homem que surgia.

Ele desejava o dia em que a amasse
Ela, que a próxima noite chegasse
Ele a cativava com o seu máximo aloite
Ela o encarava como uma possível noite

Noite fria.
E ele sonhando ela em seu corpo quente
Enquanto ela,
Sei lá... Vai ver é melhor ele tocar pra frente.

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