A caminho de Goiânia


Pelo retrovisor eu observo tudo o que vai ficando para trás
A minha vida passada, meus segundos andados, viajados, distantes.
E nessa estrada, acelero mais do que o limite permitido pela via.
Sentindo o forte vento que entra pela janela
Me fazendo ter pressa de chegar mais cedo.

Sinto cheiro de mato, de pasto, da agricultura que alimenta a mim e os animais.
Há, ainda, longa estrada pela frente, até eu ver a minha capital goiana
Mesmo daqui, na estrada, já sinto o cheiro do cozido de frango com pequi
Sinto o cheiro do alho a dourar antes do arroz, o feijão tropeiro e a vinagrete...
Ou será que é só meu estômago também a sentir saudade?

Ah, minhas raízes por adoção!
Por vezes até penso ser aqui onde nasci.
Se não sou goiano de nascença,
Sou goiano de querença.
Também sou filho do sertão.

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