Mas me dá uma vontade louca de ajudá-la,
De impedir que a realidade esmague a sua fé,
Ainda que ela nunca tenha pedido para amá-la,
Mas por ela está agindo em contrário do que quer.
Ela diz ser forte, fingindo um sorriso que está ausente.
Ela diz ser dona dos próprios ventos, ser luz no obscuro,
Mas está celada nas grades ilusórias do viver no futuro
Sem se dá conta que o futuro promitente já virou presente.
Vive, por assim dizer, um viver afoito.
Como um passageiro esperando o trem lotado das oito
Que já não anseia espaço entre a multidão no caminho,
Mas apenas quer chegar ao seu destino, ainda que sozinho.
Olhá-la assim de longe, faz-me refletir sobre o seu porquê:
O que ela tanto espera para começar a viver?
Um trabalho, uma família, um cachorro ou o quê?
Se for dinheiro, coitada! Sei que ela ainda muito irá
sofrer...

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